Diretor belga da Tradaq fala dos desafios no Brasil e as mudanças na Rede

Diretor belga da Tradaq fala dos desafios no Brasil e as mudanças na Rede

Como forma de acompanhar a era da conectividade, os associados vivenciaram mudanças estruturais em alta velocidade na Tradaq, nos últimos meses.

Esse momento de transformações tecnológicas e qualitativas na Rede, entre outros pontos, está ligado à nova diretoria.

Há dois anos à frente dos interesses da empresa e de seus associados no Brasil, o diretor belga Koen De Beer tem promovido as melhores práticas digitais do segmento por meio de sua experiência, conhecimento e inteligência de mercado.

Em um bate-papo, ele contou tudo sobre sua história, as transformações da Rede e os desafios frente ao empresariado brasileiro. Confira!

​​Conte-nos um pouco sobre você.

Diretor – Eu sou Koen De Beer, tenho 43 anos e sou nascido na Bélgica. Como hobbies, eu pratico esportes, adoro ler, apreciar uma boa comida e uma boa cerveja (risos). Minha grande paixão é conhecer outras culturas. 

Qual é sua trajetória profissional?

Diretor – Minha experiência está basicamente voltada aos serviços de apoio financeiro e comercial para pequenas e médias empresas. Não apenas em meu país, a Bélgica, mas sobretudo em vários países da América Central, como El Salvador, Honduras, Costa Rica e Guatemala.

Como aconteceu de você atuar no segmento de permutas corporativas?

Diretor – Eu atuei em uma empresa holandesa que trabalhava com meios de pagamentos alternativos e, assim, tive a chance de entrar no mundo da  permuta corporativa”. Dessa forma, também tive a oportunidade de conhecer o presidente da Tradaq, José Rivero, de quem tive todo o apoio para abrir uma empresa de“permutas corporativas” na América Central. Sete anos após a inauguração dessa companhia, Rivero me convidou para integrar a Tradaq e implementar uma nova filosofia de negócio, mais condizente com a conectividade do mundo digital.

O que mudou desde sua chegada à empresa?

Diretor – Já conseguimos aperfeiçoar toda a parte de sistemas, implantando uma tecnologia feita por holandeses, brasileiros e uruguaios. Agora, temos muito mais controle e segurança sobre as informações e, por meio dos novos recursos implementados ampliamos as possibilidades de negócios entre os associados.

Dentro dessas novas filosofias de atuação, em 2017, estamos reestruturando toda a parte de recursos humanos.

Quais são essas novas filosofias de atuação?

Diretor – A nova filosofia de negócios está fundamentada em três pilares. O primeiro pilar tem a ver com a administração da conta-corrente Tradaq. Quem deve ter o controle sobre ela não é a Tradaq, mas o próprio associado (usuário). Ele precisa ter autonomia para realizar as transações. Para isso, estamos criando diferentes ferramentas, como o sistema web, o e-voucher e o aplicativo. O associado deve ter controle total sobre sua conta: essa é a primeira filosofia.

A segunda filosofia é ampliar a conectividade entre os associados. Antigamente, você ligava para o Executivo de Negócios para realizar a compra e a venda de produtos e serviços. Hoje, estamos promovendo melhorias tecnológicas e de processos para que o usuário tenha mais autonomia e faça suas buscas sem

depender tanto do Executivo de Negócios. A Tradaq acompanha todo esse processo, mas o associado tem mais independência para realizar suas operações.

A terceira filosofia é a melhoria dos recursos humanos, principalmente em relação aos Executivos de Negócios. O papel deles não é operacional e sim acompanhar e assessorar, atuando de maneira a realmente promover mais negócios para os associados. Deveríamos estar mais focados em conversar com os empresários, em identificar oportunidades de negócios mais estratégicas e em conectá-los com as outras empresas da Rede. Queremos que os Executivos de Negócios sejam assessores das empresas associadas e uma força de vendas, não se limitando a ser executores. Para isso, precisamos investir em nosso time comercial e fazer ajustes.

O que o surpreendeu no empresário brasileiro?

Diretor – O empresário brasileiro enfrenta grandes dificuldades, mas é otimista e acredita que as coisas podem melhorar. Esse otimismo me fascina e foi uma das coisas que me fizeram desembarcar aqui no Brasil. Adoro essa criatividade brasileira de sempre “dar um jeitinho” em tudo (risos).

Dá para perceber que você evita usar a palavra”permuta”. Por quê?

Diretor – Acredito que o uso de palavras como “permuta”, “troca” ou “escambo” é muito limitante para descrever o que a Tradaq faz. Nós criamos, fomentamos e financiamos uma economia por um meio pagamento próprio, os Créditos Tradaq. 

Isso é muito mais dinâmico e completo do que só fazer “permuta”. De fato, para os próximos anos estamos visualizando incorporar novos serviços para aumentar as vendas das empresas associadas, que não vão se limitar à “permuta”. A Tradaq é muito mais do que “permuta”; daí surgiu nossa nova tagline: Conectando Empresas.

Que recado você deixa para os associados?

Diretor – Aproveitem a Tradaq! Tenham um pouco de paciência com as mudanças, pois elas trarão excelentes resultados em médio prazo. Sejam proativos; desfrutem dos benefícios gerados pelas novas tecnologias implementadas; conectem-se com os outros empresários; e aproveitem o “oceano” de oportunidades de negócios que a Rede proporciona. Esforcem-se para oferecer produtos e serviços 100% em Créditos Tradaq e dentro das condições normais de mercado. Afinal, se eu quero ter uma boa oferta da Rede, também preciso oferecer uma boa oferta para ela. Lembrem-se: somos uma Rede com infinitas possibilidades de negócios.

Um grande abraço!

Tradaq: Uma rede, infinitas possibilidades.